Construct IN
Construction management
17 de jun. de 2026


Aline Torres
Marketing

A digitalização da construção civil avançou significativamente na última década. Modelos BIM, cronogramas digitais, plataformas de gestão, sistemas ERP, drones, câmeras 360º e tecnologias de escaneamento tridimensional passaram a fazer parte da rotina de muitos empreendimentos.
Apesar disso, um desafio continua presente em boa parte das obras: a fragmentação da informação.
É comum que projetos e modelos BIM estejam armazenados em ambientes como Autodesk Construction Cloud, Autodesk Docs ou servidores corporativos. Cronogramas ficam em softwares como Primavera P6 ou Microsoft Project. Orçamentos permanecem em ERPs e sistemas especializados. Relatórios são gerados em PDFs. Fotos e vídeos são armazenados em pastas compartilhadas. Mensagens, esclarecimentos operacionais e registros informais circulam por WhatsApp, Microsoft Teams ou e-mail.
O resultado é um cenário em que existe uma quantidade crescente de informação disponível, mas uma dificuldade igualmente crescente para conectar essas informações e utilizá-las como suporte à tomada de decisão.
Esse desafio não é apenas operacional. Ele tem impacto direto sobre produtividade, qualidade, prazo e custo.
Segundo estudo conduzido pela Autodesk em parceria com a consultoria FMI, profissionais da construção gastam aproximadamente 35% do tempo em atividades não produtivas, incluindo busca por informações, resolução de conflitos de dados e retrabalho decorrente de falhas de comunicação. A mesma pesquisa estima que problemas relacionados à informação e comunicação geraram mais de US$ 177 bilhões em perdas anuais para a indústria da construção.
O problema, portanto, não é a falta de dados. É a dificuldade de transformar dados em contexto.
O BIM fornece a referência. Mas a obra acontece no campo.
A adoção do BIM trouxe ganhos importantes para o setor.
Os modelos tridimensionais enriquecidos com informações permitem melhorar a compatibilização de projetos, apoiar processos de planejamento e reduzir riscos durante a execução.
No entanto, o BIM continua sendo uma representação daquilo que deveria existir. Ele funciona como uma referência técnica para a obra.
Para avaliar avanço físico, conformidade, desvios ou condições reais de execução, é necessário confrontar essa referência com evidências produzidas no campo. É justamente nesse ponto que os registros visuais têm papel estratégico.
Imagens capturadas por câmeras 360º permitem documentar ambientes internos com elevado nível de detalhe e rastreabilidade temporal. Já imagens aéreas capturadas por drones fornecem uma visão abrangente do empreendimento, permitindo acompanhar evolução física, ocupação do canteiro, logística e condições gerais de execução.
Em situações que exigem maior precisão geométrica, levantamentos por laser scanner ou fotogrametria podem gerar nuvens de pontos capazes de representar tridimensionalmente as condições reais da obra.
Cada uma dessas tecnologias gera informações valiosas. Entretanto, quando permanecem isoladas, exigem que o usuário consulte diferentes plataformas e faça a correlação entre múltiplas fontes de informação para compreender uma determinada situação da obra.
O custo da fragmentação
Imagine uma situação relativamente comum: um gerente de obras precisa verificar o andamento de determinada frente de serviço.
Para entender o planejado, ele consulta o modelo BIM. Para verificar a previsão, acessa o cronograma. Para analisar o estado atual do ambiente, busca imagens capturadas pela equipe de campo. Quando precisa de imagens, recorre a grupos de Whatsapp. Quando já tem registros aéreos, precisa localizá-los em pastas. Se houver dúvidas sobre ocorrências específicas, consulta relatórios ou troca mensagens com a equipe local.
Nenhuma dessas informações está necessariamente errada, o problema é que elas estão distribuídas.
A análise fica limitada à capacidade individual de localizar documentos, interpretar diferentes fontes e reconstruir mentalmente o contexto da obra. Quanto maior o empreendimento, maior tende a ser esse esforço.
Em grandes projetos de infraestrutura, indústria, energia ou redes de varejo, essa fragmentação se torna ainda mais crítica. Seja pela complexidade e tamanho da obra ou pelo número de obras acontecendo ao mesmo tempo.
Diferentes empresas, disciplinas e equipes produzem informações diariamente. Cada novo sistema implementado resolve um problema específico, mas também adiciona mais um local onde a informação precisa ser consultada.
O resultado é que profissionais altamente qualificados passam parte significativa de sua rotina procurando informações que já existem, mas que não estão acessíveis dentro do contexto em que precisam ser analisadas.
Por que centralizar informações se tornou uma necessidade
Nos últimos anos, o volume de dados disponíveis na construção aumentou significativamente.
O mesmo estudo da Autodesk e FMI aponta que o volume de dados de projetos de construção dobrou em apenas três anos. Ao mesmo tempo, cerca de 30% dos profissionais entrevistados afirmaram que mais da metade dos dados disponíveis em seus projetos apresenta problemas de qualidade, acessibilidade ou consistência.
Esse cenário ampliou a importância de um tema que vem ganhando espaço na gestão da construção: a capacidade de organizar, contextualizar e disponibilizar informações de forma eficiente.
Capturar dados continua sendo fundamental. Entretanto, o valor desses dados depende cada vez mais da facilidade com que podem ser localizados, compreendidos e relacionados a outras informações relevantes para a tomada de decisão.
É por isso que ambientes centralizados vêm ganhando relevância na gestão de obras.
Quando modelos BIM, imagens 360º, cronogramas, apontamentos e relatórios podem ser consultados dentro do mesmo contexto, as equipes conseguem reduzir o tempo gasto navegando entre sistemas e aumentar o foco sobre a análise do empreendimento.
Centralizar informações não significa substituir sistemas existentes, mas cria uma camada de integração capaz de conectar diferentes fontes de dados e apresentar essas informações de forma organizada e contextualizada.
O que muda quando as informações da obra estão centralizadas
Quando diferentes equipes acessam as mesmas referências e evidências dentro de um único ambiente, torna-se mais fácil construir uma compreensão compartilhada sobre o estado da obra.
Mas os benefícios da centralização vão além da organização das informações. Conheça alguns deles:
Mais dados para gerenciar à distância
Acompanhamentos remotos passam a contar com mais contexto, validações de avanço físico podem ser realizadas com apoio de registros visuais históricos e a presença de evidências associadas ao projeto contribui para reduzir ambiguidades durante a análise de desvios, criando uma base comum para discussão entre equipes de campo, gestores, clientes e contratantes.
Histórico acessível e organizado
A centralização também facilita a consulta ao histórico da obra. Informações que normalmente exigiriam buscas em diferentes pastas, plataformas ou solicitações à equipe de campo ficam acessíveis dentro do contexto em que precisam ser analisadas.
Em empreendimentos com múltiplas frentes de trabalho ou portfólios distribuídos geograficamente, esse ganho se torna ainda mais relevante. A capacidade de acessar informações organizadas e contextualizadas contribui para ampliar a visibilidade sobre a execução e reduzir o esforço necessário para compreender o estado real do empreendimento.
Rastreabilidade
Outro benefício importante está relacionado à rastreabilidade. A conexão entre registros visuais, apontamentos e referências técnicas cria um histórico consistente da evolução da obra, facilitando auditorias, medições, gestão contratual, análise de ocorrências e recuperação de informações relevantes ao longo do ciclo do empreendimento.
Em empreendimentos cada vez mais complexos, o desafio já não está apenas em produzir informações, mas em garantir que elas possam ser acessadas, compreendidas e utilizadas no momento certo.
Como o Visi conecta BIM, imagens de câmeras 360º e de drones
O Visi by Construct IN é uma plataforma de gestão de obras baseada na captura da realidade. Em vez de depender exclusivamente de relatos e documentos, a plataforma adiciona a camada de evidências produzidas em campo por meio de imagens 360º, imagens de drone e nuvens de pontos para apoiar a análise da execução.
Junto dos registros visuais do canteiro, a plataforma conecta referências como modelos BIM e cronogramas, tudo integrado aos documentos de avaliação da obra, como apontamentos, checklists e relatórios.
Essa integração não busca substituir ferramentas já utilizadas pelas equipes. O objetivo é conectar informações que normalmente permanecem distribuídas entre diferentes sistemas e disponibilizá-las dentro do mesmo contexto de análise.
Ao acessar uma determinada área da obra, o usuário encontra informações relacionadas àquele ambiente ou elemento construtivo, incluindo modelos BIM, registros visuais, cronogramas, apontamentos e relatórios. Dessa forma, a análise pode ser realizada a partir de informações organizadas e contextualizadas, reduzindo o esforço necessário para localizar documentos dispersos em diferentes plataformas.
A centralização também facilita o acompanhamento da evolução da obra ao longo do tempo. As imagens permanecem associadas ao contexto do empreendimento, permitindo consultas históricas, comparações e análises apoiadas por evidências visuais.
Ao reunir esses ativos em um único ambiente, o Visi contribui para que diferentes equipes trabalhem a partir da mesma base de informações, ampliando a visibilidade sobre o projeto, a execução e apoiando processos de acompanhamento, validação e tomada de decisão.
Quer conhecer na prática como a plataforma funciona e entender sua aplicação em obras e portfólios de diferentes escalas? Agende uma apresentação técnica com a equipe da Construct IN.
Sobre o autor


Aline Torres
Marketing
Formada em Marketing e com especialização em Gestão de Marketing, atua com estratégia de conteúdo, SEO e planejamento editorial desde 2015. Atualmente é Analista de Conteúdo na Construct IN, construtech que oferece plataforma para gestão e documentação de obras por meio de captura da realidade.
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