Orçamento de obras na construção civil: o que é e como fazer?

Aprenda os principais tipos de orçamento, como elaborá-los corretamente e evite os erros que podem comprometer a viabilidade financeira do seu projeto

Tales Silva

Escrito em 21 mar 2025

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Se você é um engenheiro civil, sabe que o orçamento de obras na construção civil é um dos principais desafios no setor. 

E quando ele está bem estruturado, garante maior confiabilidade na viabilidade financeira do projeto, evita desperdícios e otimiza recursos. 

Neste artigo, vamos explorar o que é um orçamento de obras, seus tipos, como elaborá-lo e quais são os erros mais comuns a serem evitados.

O que é um orçamento de obras na Construção Civil?

O orçamento de obras na construção civil é um documento em que serão levantados todos os custos envolvidos para a execução da obra, e para isso é necessário detalhar todos os quantitativos necessários de materiais, equipamentos e histogramas de mão de obra, bem como considerar variáveis como duração estimada da obra e custos extras para licenças, canteiro de obras, consumo de água e energia, dentre outros.

A pessoa responsável pelo orçamento deve ter em mente que é necessário incluir todas as despesas previstas para o projeto, para garantir a aderência à viabilidade financeira calculada para o projeto.

Tipos mais comuns

Existem diferentes abordagens para criar os orçamentos de obras na construção civil. A melhor opção dependerá principalmente do momento e do grau de maturidade e detalhamento dos projetos disponíveis.

Veja os dois principais:

  • Orçamento Paramétrico

O orçamento paramétrico é uma boa escolha nas fases iniciais de uma obra, quando ainda não há todos os detalhes do projeto definidos. 

Ele funciona como uma estimativa geral, baseando-se em parâmetros como área construída, método construtivo, padrão de acabamentos e tempo de obra.

Não é a opção mais precisa, mas ajuda a dar uma ideia geral dos custos. Para calculá-los, os orçamentistas podem usar o  Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²) ou a Tabela SINAPI, por exemplo. Lembrando que é preciso ficar atento às mudanças de valores que podem ocorrer de um estado para o outro. É possível também utilizar parâmetros calculados com base em custos realizados em outras obras com características semelhantes.

  • Orçamento executivo

Quando o projeto já está mais avançado, com as especificações e os detalhes definidos, o orçamento executivo se torna a opção mais precisa. 

Ele envolve uma análise minuciosa de todos os serviços e materiais necessários para a obra, levando em conta a quantidade exata de projeto de cada item, como: mão de obra, equipamentos e materiais. 

Esse tipo de orçamento é baseado em composições de custos, que são fórmulas que combinam quantidades de insumos necessários para cada serviço com seus preços unitários, considerando mão de obra, materiais e equipamentos. 

Além disso, nesse tipo de orçamento é fundamental considerar todos os demais valores necessários para a execução da obra, como os custos de mão de obra administrativa, construção e manutenção do canteiro de obras, consumos recorrentes, taxas governamentais, dentre outros.

Com isso, o orçamento executivo oferece um levantamento mais preciso sobre os custos da obra, o que é essencial para garantir a previsibilidade sobre os valores totais necessários para a execução da obra.

Passo a passo para fazer o orçamento das suas obras hoje 

Veja algumas dicas para fazer um excelente orçamento de obras na construção civil. 

1. Quantificação de materiais 

A primeira coisa a fazer é calcular a quantidade de materiais necessários para as obras, com base nos desenhos do projeto e nas dimensões especificadas.

Por exemplo:  para a  alvenaria, é preciso calcular a área das paredes, a quantidade de blocos e argamassa necessários Já para a estrutura, é necessário levantar o volume total de concreto e aço especificados no projeto estrutural.

2. Detalhe os custos da obra 

A composição de custos detalha os gastos de um serviço, incluindo mão de obra, materiais, equipamentos e custos indiretos, como administração e consumos recorrentes. 

Veja o que incluir em cada um deles: 

  • Mão de obra: a determinação do custo da mão de obra envolve mais do que o salário-base do trabalhador. Ele deve considerar também os impostos, benefícios e encargos sociais, como INSS e FGTS. É essencial não ignorá-lo, pois o custo pode chegar a mais de 50% do total de um projeto. Além disso, é necessário calcular os índices de produtividade da mão de obra para cada serviço, para determinar o prazo e/ou quantidade de mão de obra necessária;

  • Valor do material: ao realizar a cotação, é essencial comparar as propostas de diferentes fornecedores. Não se deve focar apenas nos preços, mas deve olhar também as condições de entrega, acabamentos e outros detalhes, como o transporte ou o tipo de produto;

  • Custo do equipamento: representa uma parte importante. Ele inclui a compra ou aluguel, operação, manutenção e outros custos associados. Para calcular o custo do equipamento, usa-se uma taxa horária, pois é assim que ele entra nos custos da obra.

3. Faça a Curva ABC

A curva ABC deve ser aplicada durante o processo de elaboração do orçamento. Ela é uma ferramenta de análise que ajuda a identificar quais itens (materiais, equipamentos ou serviços) representam a maior parcela dos custos totais, permitindo uma priorização no controle desses itens.

Ou seja, a curva ABC não é uma etapa separada do orçamento, mas uma metodologia utilizada dentro do processo de planejamento e elaboração. A sua aplicação ocorre enquanto os custos são levantados, permitindo que o orçamento se concentre nos itens que têm maior impacto financeiro.

Para saber mais sobre como reduzir os custos na Construção Civil, assista ao nosso webinar: 

Erros mais comuns e como evitá-los

Mesmo com um planejamento sólido, alguns erros recorrentes podem comprometer o orçamento de obras. Veja como evitá-los:

  1. Subestimar custos: faça sempre pesquisas detalhadas de mercado e considere todas as variáveis que impactam os preços, como a localização da obra e flutuações do mercado;

  2. Ignorar imprevistos: é fundamental prever uma reserva financeira para emergências ou mudanças no escopo do projeto. Defina um percentual do orçamento para cobrir imprevistos e minimize riscos;

  3. Falta de integração com a gestão financeira: utilize ferramentas que integrem o orçamento com a gestão financeira da obra, permitindo uma visão global dos custos e fluxo de caixa.

  4. Ignorar a metodologia da Curva ABC: isso pode prejudicar a análise de quais insumos têm maior impacto financeiro. Adote essa metodologia para focar nos principais elementos do orçamento e evitar gastos desnecessários com itens de menor relevância.

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Imagem de capa: Freepik/gpointstudio

Escrito por Tales Silva

21 mar 2025

21 mar 2025

21 mar 2025

21 mar 2025

Tales Silva é Engenheiro Civil formado pela PUCRS (2016) e possui MBA Executivo com foco em marketing pela ESPM-Sul (2019). Tem experiência em projetos estruturais e em construções industrializadas. É fundador e CEO da Construct IN, construtech que oferece uma plataforma de gestão e documentação de obras por meio de imagens 360º.

Tales Silva é Engenheiro Civil formado pela PUCRS (2016) e possui MBA Executivo com foco em marketing pela ESPM-Sul (2019). Tem experiência em projetos estruturais e em construções industrializadas. É fundador e CEO da Construct IN, construtech que oferece uma plataforma de gestão e documentação de obras por meio de imagens 360º.

Tales Silva é Engenheiro Civil formado pela PUCRS (2016) e possui MBA Executivo com foco em marketing pela ESPM-Sul (2019). Tem experiência em projetos estruturais e em construções industrializadas. É fundador e CEO da Construct IN, construtech que oferece uma plataforma de gestão e documentação de obras por meio de imagens 360º.

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